Léo Pinheiro detona Lula na ação do sítio de Atibaia

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Léo Pinheiro detona Lula na ação do sítio de Atibaia

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Sex Nov 09 2018, 20:13

Léo Pinheiro detona Lula na ação do sítio de Atibaia


VIDEO 1
https://www.youtube.com/watch?v=tZVxCc5PGQc

Léo pinheiro cita ABSOLUTO NA MOOCA, BANCOOP, TRIPLEX GUARUJA

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VIDEO 2
https://www.youtube.com/watch?v=zHJz6yUG96o


VIDEO 3
https://www.youtube.com/watch?v=VuCpnRxDd9E

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Léo Pinheiro detona Lula na ação do sítio de Atibaia


Empresário ligado à OAS foi interrogado nesta sexta-feira, 9, pela 

juíza Gabriela Hardt e declarou que ex-presidente se comportava 

como proprietário do imóvel





Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Julia Affonso e Paulo Roberto Netto
09 Novembro 2018 | 19h45

O empresário Léo Pinheiro, da OAS, declarou nesta sexta-feira, 9, à juíza Gabriela Hardt 

que o ex-presidente Lula se comportava como o proprietário do sítio de Atibaia e como
 real beneficiário das obras que a empreiteira realizou no imóvel localizado no interior
 de São Paulo. Leó Pinheiro detonou Lula em longo relato na ação penal em que o petista
 é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Segundo o empresário, foi Lula quem o chamou para conversarem sobre as obras do sítio, 

mas nunca o ex-presidente teria demonstrado preocupação em saber detalhes dos 
valores empenhados. Ele estima que a empreiteira desembolsou entre R$ 350 mil 
e R$ 450 mil nas obras de melhorias da área – apenas a cozinha ficou em R$ 170 mil.

Léo Pinheiro também é acusado nesta ação do sítio. Preso na Superintendência 

da Polícia Federal em Curitiba, ele está colaborando com as investigações.

Nesta sexta, 9, o empresário respondeu todas as perguntas da juíza Gabriela Hardt,

 sucessora de Sérgio Moro na condução dos processos criminais da Operação 
Lava Jatono Paraná.

No fim do depoimento, a defesa fez três perguntas a Léo Pinheiro. Na primeira, 

a advogada do ex-presidente da OAS quis saber. “Em algum momento, o ex-presidente 
Lula te questionou acerca de valores dessas obras realizadas no sítio, em algum
 momento ele perguntou como deveria ser ressarcidas essas despesas gastas?”

“Não, nunca”, respondeu o executivo.
“As atitudes que o ex-presidente Lula tomou frente ao sítio, me refiro às obras especificamente

 que a OAS fez no sítio, deixaram dúvida ao sr de que ele era o real proprietário do sítio?”, 
perguntou a defesa.

“Nenhuma dúvida”, afirmou Léo Pinheiro.


“Deixaram dúvida de que ele seria o real beneficiário dessas obras?”, questionou o advogado.
“Nenhuma dúvida”, disse o ex-presidente da OAS.





O que disse Léo Pinheiro à Gabriela Hardt?


O executivo relatou à juíza que, em fevereiro de 2014, foi ‘convocado pelo ex-presidente 

Lula para um encontro no Instituto Lula’. No local, contou, o petista ‘explicou que queria 
fazer uma reforma, não era uma reforma grande, num sítio em Atibaia’.

“Era numa sala e numa cozinha e também tinha problema num lago que estava dando

 infiltração, se eu podia mandar alguém, uma equipe para dar uma olhada. Eu disse: 
‘presidente, eu gostaria de ir pessoalmente, o sr marca o dia que eu vou estar presente’.
 Ele marcou no sábado seguinte”, disse.

Léo Pinheiro narrou que foi ao sítio com Paulo Gordilho, então diretor da OAS

 Empreendimentos, porque o dirigente ‘já tinha conhecimento dos serviços que 
nós vínhamos fazendo no triplex do Guarujá’.

“Eu preferi que Paulo também continuasse para que essa coisa não ficasse muito 

divulgada dentro da organização. Eu fui com Paulo num dia de sábado, o presidente 
combinou comigo de eu ficar aguardando após o pedágio da Fernão Dias, que eu 
não sabia onde ficava, era difícil de chegar”, afirmou.

“Isso ocorreu, eu fiquei esperando. Fui seguindo o carro dele, estivemos no sítio. 

Ele e a Dona Marisa me mostraram, a mim e a Paulo, os serviços que eles
 gostariam de fazer na sala e atingiria a cozinha, porque tinha uma parede que 
tinha que desmanchar. Nós dissemos: ‘presidente, deixa a gente fazer um projeto
 e mostrar ao sr’. Fomos ver o lago que estava tendo uma infiltração. 


Demoramos um pouco para tentar entender como é que estava acontecendo 
aquilo. Eu disse: ‘olha, o lago, a gente vai ter que esvaziar’.”

De acordo com o ex-presidente da OAS, Lula marcou um novo encontro em

 sua casa, em São Bernardo do Campo, também em um sábado, cerca 
de ‘2 ou 3 semanas depois’.

“Estava ele e dona Marisa. Eu fui com Paulo e mostramos a ele como é que seria

 a reforma da sede do sítio”, disse.

“O presidente combinou comigo o seguinte: ‘olha, tudo bem, pode inicia

r o serviço. Eu só lhe pediria, Léo, que não, que as pessoas não se apresentassem 
na cidade de Atibaia, questão de sigilo, que as pessoas não tivessem uniforme,
 essas coisas, da OAS, que não tivesse nenhuma identificação.”

O ex-presidente da empreiteira relatou que combinou com Paulo Gordilho ‘que,

 se possível, trouxesse pessoas que não fossem de São Paulo’.

“Vieram de Salvador pessoas da confiança dele para que pudesse fazer. 

Essas pessoas foram um encarregado, se não me falha a memória, três ou 
quatro operários. Ele determinou que qualquer coisa se conversasse com o caseiro, 
acho que é Maradona o nome, que teria lugar para essas pessoas dormirem. 


E assim foi feito. Isso foi feito durante o mês de março até talvez julho 
ou agosto de 2014”, contou.

Gabriel Hardt quis saber se o empresário Fernando Bittar, em nome de quem 

a propriedade está formalmente registrada, estava na primeira visita ao sítio. 
Léo Pinheiro disse que se ‘recorda bem’ de Fábio, um dos filhos de Lula.

“E eu acho que me apresentaram o Fernando, eu não tenho certeza, mas me 

parece que sim”, respondeu. “Eu só conversei com o presidente (sobre a reforma). 
Ela estava presente nas duas vezes que eu tive contato com os dois.”

Segundo Léo Pinheiro, o ex-presidente o orientou que não fizesse ‘nada em 

nome da OAS’.

“Não pode ser feito nada em nome da OAS. As compras eram feitas na cidade 

de Atibaia pelo encarregado que estava lá. Ele recebia um dinheiro que 
a empresa disponibilizava para ele. Ele fazia as compras, ao que me consta, 
parece até em nome dele, porque era recibo, não era nota fiscal”, disse.

À juíza, Léo Pinheiro explicou como era feito o ‘encontro de contas’.


“Nós fizemos várias obras com a Petrobrás ao longo desses anos, durante 

o governo do PT. Acredito eu que num montante de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões. 
Essas obras tinham um valor determinado de 1% para o PT”, declarou.

Segundo o ex-presidente da OAS, os ‘valores começaram a ser gerenciados, 

em um primeiro momento, por Delúbio Soares, que era o tesoureiro do PT 
e depois o João Vaccari’.

“Nós tínhamos uma conta corrente. A cada faturamento de cada obra dessa, 

a gente tinha que fazer um pagamento de 1% sob valor que nós recebíamos. 
Mas isso não era pago imediatamente”, afirmou.

“Às vezes juntava mais um pouco e o Vaccari determinava: ‘eu quero que você

 me pague isso em caixa 2, quero que você faça doações ao Diretório nacional 
do PT, ao diretório estadual tal, que ajude político tal’. Foi assim a vida toda. 


Juntava-se um montante, eu tinha uma participação direta nisso, eu pouco 
delegava isso, até por uma questão de ser um partido no poder, ser o presidente.”

De acordo com Léo Pinheiro, o ‘pessoal da Controladoria que operacionalizava isso’.


“Vaccari combinava comigo ou diretamente com essas pessoas e a gente faria 

os pagamentos. Qualquer despesa extra que tivesse, a mando do PT, no caso
 essas duas coisas que foram feitas diretamente com o presidente, a nível 
pessoal, como as outras despesas, eu sempre combinava com Vaccari 
e fazia-se um encontro de contas”, relatou.



Veja outros depoimentos no caso do sítio




https://youtu.be/how0ZHW_4kQ



https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/leo-pinheiro-detona-lula-na-acao-do-sitio-de-atibaia/

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