Reforma do sítio era para ‘pessoa física de Lula’, diz Marcelo Odebrecht

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Reforma do sítio era para ‘pessoa física de Lula’, diz Marcelo Odebrecht

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Qua Nov 07 2018, 20:43

Reforma sítio Atibaia era para pessoa física
de Lula diz Marcelo Odebrecht 



1) https://www.youtube.com/watch?v=YdauAwGIFgA

2) https://www.youtube.com/watch?v=_BChlS6qpm4

3) https://www.youtube.com/watch?v=RYhoOQsrWJk

4) https://www.youtube.com/watch?v=8sLQ2RSf2rQ



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EMILIO ODEBRECHT:


1) https://www.youtube.com/watch?v=KnQ7KHFXM3E
2) https://www.youtube.com/watch?v=2q-oXqYvSPA




ALEXANDRINO ALENCAR:



1) https://www.youtube.com/watch?v=MHbBumYkDrY

2) https://www.youtube.com/watch?v=rNo4Rp9DQWo
 







Reforma do sítio de Atibaia era para‘pessoa 
física de Lula’, diz Marcelo Odebrecht




https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/reforma-do-sitio-de-atibaia-era-para-pessoa-fisica-de-lula-diz-marcelo-odebrecht/



Interrogado nesta quarta, 7, pela juíza Gabriela Hardt, 

sucessora de Sérgio Moro na Lava Jato, o empresário disse que 

‘seria a primeira vez que a gente estaria fazendo uma coisa pessoal’ 

para o petista




Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso e Paulo Roberto Netto
07 Novembro 2018 | 19h56


Lula. FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Em interrogatório nesta quarta-feira, 7, o empresário Marcelo Odebrecht, 

delator da Operação Lava Jato, afirmou que as reformas do sítio de Atibaia, 
no interior de São Paulo, estavam ligadas à ‘pessoa física’ do ex-presidente Lula. 


O petista é réu em ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro, por 
supostamente ter recebido propinas da Odebrecht e da OAS em reformas 
e melhorias da propriedade rural. Ele será interrogado no dia 14.


 O empreiteiro também é réu neste processo.

À juíza federal Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro nos processos 

da Lava Jato, o empreiteiro contou que soube do sítio de Atibaia quando
 ‘a obra já estava em andamento’, em 2010. Odebrecht citou o ex-executivo
 do Grupo Alexandrino Alencar e seu pai Emílio Odebrecht.

“Deve ter sido lá para final de dezembro, em algum momento eu soube 

não sei se por Alexandrino, pelo meu próprio pai ou por alguém que eu
 me encontrei. Em algum momento eu soube, no início, eu, inclusive, reagi, 
fui contra por duas razões específicas. 


Eu até reclamei porque primeiro eu achava que eu achava que era uma
 exposição desnecessária, porque seria até então, fora a questão que eu já 
sabia que havia, que eu também tinha me posicionando contra, mas que era
 uma coisa bem antiga, que era o assunto do irmão, o apoio
 ao irmão, mas pelo que eu soube era uma coisa bem antiga e que
 foi renovado, chegou um momento eu acho que acabou, fora essa questão, 
seria a primeira vez que a gente estaria fazendo uma coisa pessoal para 
o presidente Lula”, disse.

Ele citou a história de um terreno em São Paulo que sua empreiteira iria 

adquirir para supostamente alojar as dependências do Instituto Lula – 
episódio que sustenta uma outra acusação da força-tarefa da Lava Jato 
contra o ex-presidente.

“Até então, por exemplo, tinha tido o caso do terreno do Instituto. 



O terreno do Instituto, bem ou mal, era para o Instituto Lula não era 
para a pessoa física dele (Lula)”, seguiu Odebrecht em seu relato à juíza.

“Quando eu vi lá, que eu soube, tinha um bando de gente trabalhando na 

obra (do sítio). Quer dizer, a dificuldade de você manter isso em sigilo, 
em algum momento vazar, era enorme. 


Outra coisa, que é uma coisa mais pragmática, eu tinha uma discussão 
com meu pai, que o alinhamento que eu tinha com ele era de que tentasse
 todo acordo que ele fizesse com Lula, passar pelo contexto da planil
 Italiano. 


Quer dizer, o conta corrente que eu tinha com Palocci, para que
 a gente não pagasse duas vezes.”




O ex-presidente está preso em Curitiba desde 7 de abril. Ele cumpre pena de 12 anos e 

um mês de reclusão, no processo do caso triplex, também por corrupção passiva e lavagem 
de dinheiro. O petista nega enfaticamente ter recebido valores ilícitos da empreiteira.

Durante a audiência, Gabriela Hardt perguntou a Marcelo Odebrecht se Lula ‘tinha ciência 

da reforma que estava sendo custeada em parte pela Odebrecht’.

“Ah tinha, com certeza. E, olha, ele sabia que tinha. Eu não escutei isso de Lula, mas meu

 pai sempre deixou isso claro para mim que ele sabia que estava sendo custeado e, dentro 
de casa, todos nós entendíamos que aquele sítio era de Lula”, disse o delator.

“O que eu soube foi que esse pedido chegou via Alexandrino, foi autorizado por meu pai 

e a obra era para o sítio do presidente. Não entrei nos outros detalhes.”
Em outro trecho de seu interrogatório, o empresário disse que reclamou com seu pai sobre

 ‘valores muito altos’ que o PT, via ex-ministro Antônio Palocci, pedia ao grupo. 


Numa dessas ocasiões, o patriarca da Odebrecht teria dito ao próprio Lula que o pessoal 
do PT ia ‘da boca de jacaré para boca de crocodilo’.

“De fato, em vários momentos reclamei de valores muito altos. 



Falei com meu pai e, de alguma maneira, ele ia lá e reclamava com o Lula. 


De fato, não foi uma ou duas vezes só que fui reclamar com meu pai das demandas 
do Palocci, mais o Palocci, que estavam muito altas.”


A juíza questionou Marcelo Odebrecht se, em determinada reunião, houve discussão 
sobre contratos de interesse da empresa.

“Eu não diria contratos, na verdade, a gente tratou os temas. 



A gente nunca discutiu, eu, acho que meu pai também, nunca discutiu detalhe de 
contrato com o presidente. A gente foi discutindo, a agenda é bem clara”, disse.



“Foram os temas que a gente achava relevante da relação, seja da Odebrecht com 

o Governo, seja da Odebrecht com outros países de Geopolítica brasileira, alguns 
temas que a gente sempre levava para contribuir com o presidente de maneira 
institucional, com o país. Quer dizer, não foi nada a ver com contrato. 


Eu, pelo menos, eu acho que, meu pai também, nunca discutimos contratos, 
essas coisas, com os presidentes.”

A magistrada perguntou a Odebrecht se, no início do Governo Lula, ele participou 

de reuniões para ‘reclamar de dificuldades com diretoria de Petrobrás’.

“Não, não participei dessas reuniões. Essas reuniões foram mais no contexto da 

Braskem. 


Em relação à Petrobrás, por exemplo, eu tinha uma discordância com meu pai.
 Eu sempre entendi que Petrobrás devia ser tratada pelos executivos que lidavam 
com a Petrobrás, junto aos diretores. 
Se isso incluía fazer contribuição política, eles que deviam avaliar”, relatou.



“Eu nunca levei, nunca tratei esse assunto Petrobrás por cima, digamos assim. 

Eu achava que isso devia ser conduzido pelos executivos. Meu pai tinha uma 
visão um pouco diferente. Ele gostava do tema Petrobrás, principalmente relativo
 a relação Petrobrás com Braskem, então, ele costumava ter o tema Petrobrás
 na agenda dele com o presidente. Não estou dizendo que tratava-se nada ilícito,
 mas que o tema Petrobrás de modo geral, na agenda com o presidente.”

Durante a audiência, o Ministério Público Federal perguntou ao delator se 

ele sabia que os ‘líderes empresariais tinham que efetuar pagamento no
 interesse do PT, PMDB, PP, no âmbito das diretorias da Petrobrás’.

“Eu seria ingênuo se eu dissesse que eu não sabia. Eu confirmo que eu 

tinha ciência”, declarou.





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