urnas - Fabricante das urnas eletrônicas do Brasil já foi condenada por fraude

Ir em baixo

urnas - Fabricante das urnas eletrônicas do Brasil já foi condenada por fraude

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Ter Set 18 2018, 22:31

Fabricante das urnas eletrônicas do Brasil já foi condenada 
por fraude, falsificação e suborno

https://medium.com/@FranklinBerwig/fabricante-das-urnas-eletr%C3%B4nicas-do-brasil-j%C3%A1-foi-condenada-por-fraude-falsifica%C3%A7%C3%A3o-e-suborno-77deaf05d947



As urnas eletrônicas entraram na vida brasileira há 20 anos,

nas eleições municipais de 1996. 


Com exceção do pleito de 2002, quando a licitação foi vencida 

pela Unisys, uma mesma empresa tem produzido todos os 

equipamentos desde 1999. 



É a norte-americana Diebold, que, após uma fusão, em 2014,

 passou a se chamar Diebold-Nixdorf



Nos últimos 17 anos, a empresa fundada em Ohio, Estados Unidos,

 fabricou a maior parte das 530 mil urnas eletrônicas já utilizadas 

no Brasil. 


Para as eleições do próximo dia 2 de Outubro, foram encomendadas

 mais 90 mil unidades, parte delas, com identificação biométrica.



Somente a compra de um lote de urnas, em 2012, custou aos cofres 

brasileiros R$ 147 milhões.



A relação de confiança entre a Diebold e os governos brasileiros

 se mantém mesmo após evidências de falhas graves das urnas

 no próprio país e de vetos de outras nações. 



O modelo de urnas utilizado no Brasil já foi banido em diversos 

países. 


O motivo é um só: falta de confiabilidade. 


E o pior, a empresa já foi condenada a pagar multas milionárias

 por fraude, falsificação e suborno.


Em 2006, a revista Fortune publicou uma reportagem sobre as 

falhas e fraudes no sistema eletrônico de votação dos Estados 

Unidos. 


O texto é assinado por Barney Gimbel, em colaboração 

de Susan Kaufman. 


A frase que abre a matéria diz respeito à Diebold: “Primeiro, 

entre em um negócio que você não entende, vendendo 

a clientes que pouco entendam do assunto também.”





[size=34]INCÊNDIO “ABENÇOADO”[/size]




Cofre da Diebold em 1956 (Divulgação)



Fundada em 1859 por Charles Diebold, a empresa 

iniciou fabricando cofres, que permaneceram intactos 

após o grande  incêndio de Chicago, em 1871. 



A propaganda natural resultante do episódio fez a Diebold crescer. 



Um século depois, a firma passou a dominar o mercado de terminais 

eletrônicos bancários, os conhecidos ATM.


Após a fusão com a alemã Wincor Nixdorf, são 16 mil

 funcionários espalhados pelo mundo, incluindo subsidiárias,

 como a Procomp, presente em diversos locais do Brasil. 



Segundo dados da Bolsa de Nova York, em 8 de Setembro deste

 ano, o valor de mercado da Diebold-Nixdorf aproxima-se dos US$ 2 bilhões.


A entrada no processo eleitoral brasileiro

 deu-se através de uma licitação no final dos anos 90.



 A Diebold passou a lucrar milhões não só na fabricação de 

urnas eletrônicas, mas também nos serviços relacionados. 



A empresa venceu uma licitação de 2011 (Pregão Eletrônico 

13846/2011), que autorizava o governo a pagar até 

R$ 35 milhões para atualização de hardware e fornecimento

de peças.



A Diebold não para de negociar com o Brasil, pois as urnas 

eletrônicas são substituídas com pouco tempo de uso. 



A vida útil do equipamento, segundo o TSE, é de 10 anos.



Com eleições de dois em dois anos, são cinco eleições em 

uma década. Se todas forem para o segundo turno, as urnas

 “se aposentam” com tão somente 90 horas de funcionamento.



[size=34]COLEÇÃO DE CRIMES[/size]






Em 2004, a Diebold foi multada em US$ 2,6 milhões por tentar

encobrir falhas no processo eleitoral da Califórnia. 



Foram utilizados hardware e software não certificados, 

passíveis, portanto, de todo tipo de alteração. 



Dois estudantes, integrantes do “Grupo de Polícia Online”, 

denunciaram as falhas e passaram a ser duramente 

pressionados pela empresa a se calarem.



Em 2010, a Diebold aceitou pagar US$ 25 milhões de dólares

 de multa por ter inflado ganhos obtidos entre 2002 e 2007, 

com intuito de aumentar suas previsões orçamentárias. 



Nenhum diretor foi preso, mas o então CEO concordou em 

devolver US$ 470 mil dólares mais ações.



Em 2013, os crimes mais graves. 

A Diebold foi condenada a pagar cerca de US$ 50 milhões de 

dólares em multas por subornar agentes de governo e falsificar 

documentos na China, na Indonésia e na Rússia.







EQUIPAMENTO NÃO CONFIÁVEL




(Divulgação TSE)

Em 2006, foi ao ar, pelo canal HBO, nos Estados Unidos, um documentário chamado “Hacking Democracy” — “Hackeando a Democracia”. Foi feito um acompanhamento de três anos do trabalho do grupo “Black Box Voting”, entidade sem fins lucrativos destinada a analisar a confiabilidade das máquinas eletrônicas de votação. Os principais problemas foram encontrados nas máquinas da Diebold.

O documentário mostra que, na eleição presidencial norte-americana de 2004, em Ohio, os primeiros 3% dos votos de cada urna, na apuração, eram, simplesmente, ignorados. Registros dos votos foram encontrados em uma lixeira. O filme mostra, também, testes feitos com cinco urnas, em que foi possível detectar uma facilidade de alteração dos resultados eleitorais. O software de contagem dos votos se baseava no Microsoft Access e não exigia senha.

Outra falha grave nas máquinas da Diebold, conforme mostrou o documentário, foi a possibilidade de se alterar o código de leitura óptica dos equipamentos, podendo-se diminuir o número de votos de determinado candidato, passando esta informação ao cartão de memória.




Capa do DVD Hacking Democracy (Divulgação)

A resposta da Diebold, na ocasião, foi dizer, primeiramente, que ninguém na empresa havia visto o filme. Através de nota, o presidente da empresa afirmou que o “Hacking Democracy” apresentou vários exemplos de reportagem imprecisa. A Diebold pediu que o documentário não fosse mais ao ar, mas a HBO o manteve. Ele acabaria sendo lançado em DVD, em 2007, e indicado ao Emmy de melhor documentário na categoria Jornalismo Investigativo.

Bev Harris, fundador do grupo “Black Box Voting”, escreveu um livro em que retrata as investigações: “Ballot Tampering in the 21st Century” — “Caixa Preta da Votação: Adulteração de Cédulas no século XXI”. Harris cita, por exemplo, a descoberta de que a senha de todo um lote de urnas eletrônicas da Diebold era a mesma: 1–1–1–1.

Na revista Rolling Stone, foi publicado um artigo em que a Diebold é acusada de ajudar a entregar o estado da Geórgia ao Partido Republicano. A empresa chamou a história de “ficcional”.

[size=34]CONFIANÇA BRASILEIRA[/size]

Falhas, como as apresentadas em “Hacking Democracy” e no livro de Bev Harris, motivaram o banimento das máquinas eleitorais da Diebold pelos governos da Alemanha, dos Estados Unidos (alguns estados), da Holanda e do Paraguai. E as falhas aparecem também nas máquinas de transferência bancária. Em 2016, o governo de Taiwan suspendeu os serviços da Wincor Nixdorf, que se fundiu com a Diebold, após terem desaparecido do sistema cerca de 2 milhões de dólares.




Ministro Gilmar Mendes (Divulgação TSE)

O Brasil segue alheio à falta de confiabilidade das máquinas e do processo eletrônico da Diebold-Nixdorf. Em matéria da Folha de São Paulo de Novembro de 2015, Gilmar Mendes, que ainda não havia se tornado ministro do TSE, afirmava que tem “toda a confiança na urna eletrônica”. Mendes chamou de “lenda urbana” a possibilidade de interferência no processo. Foi o próprio ministro que, em Junho deste ano, mandou investigar o caso da “aparição” de 77 mil votos, das eleições de 2014, por eleitores que haviam justificado ausência.


forum vitimas Bancoop
Admin

Mensagens : 7012
Data de inscrição : 25/08/2008

http://bancoop.forumotion.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum