STF solução engenhosa e complexa contra a prisão de Lula

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STF solução engenhosa e complexa contra a prisão de Lula

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Seg Mar 19 2018, 07:26

Eliane Cantanhêde

Cartada final do STF

Ministros discutem solução engenhosa e complexa contra a prisão de Lula

 
         
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

18 Março 2018 | 03h00

Avançam as articulações de ministros do Supremo para, em tratativas com a defesa do ex-presidente Lula, acabar
 com a prisão após condenação em segunda instância e mudar os rumos da Lava Jato.

 Como a presidente Cármen Lúcia mantém firmemente sua palavra de não colocar a questão em pauta,
 a solução que emerge é criativa e sofisticada.

Habeas corpus (HC) só pode ser posto “em pauta” pela presidência ou “em mesa” por um deles, o que já não é usual, 
mas embargos de declaração em liminares podem ir ao plenário e os ministros foram buscar uma liminar de outubro 
de 2016 para ancorar toda a estratégia: justamente a liminar que permitiu a prisão após a segunda instância, 
confirmada pelo plenário em dezembro daquele ano por 6 a 5. 


A defesa de Lula descobriu, e soprou aos ouvidos de ministros, que o acórdão da liminar nunca 
tinha sido publicado e isso abria uma brecha para a revisão

Ora, ora, o acórdão acaba de ser publicado agora, em 7 de março, abrindo prazo de cinco dias úteis para a apresentação 
de recursos.

 E, ora, ora, o Instituto Ibero Americano de Direito Público  entrou com embargo de declaração no último
 dia do prazo, 14 de março, quarta-feira passada.

Um embargo de declaração numa liminar de um ano e meio atrás, que gerou dois meses depois uma decisão em plenário? 

Tudo soa muito estranho, muito nebuloso, mas faz um sentido enorme para aqueles que articulam o fim da prisão 
em segunda instância não apenas para Lula, mas para todos os poderosos que estão ou estarão no mesmo caso.

Lembram que escrevi, neste espaço, que havia um acordão dentro do Supremo para combinar o fim da prisão em segunda
 instância e do foro privilegiado? 

A base é uma equação: quem é contra Lula salva a pele dele para salvar a de todos
 os demais; quem é a favor de Lula salva a pele de todos os demais para salvar a de Lula.

Houve uma sequência de tentativas que acabaram batendo num muro intransponível: a opinião pública, que não consegue 
digerir a mudança de uma decisão – que já passou por três julgamentos no STF – com o objetivo óbvio, gritante, 
de evitar que Lula vá para a cadeia.

A primeira tentativa foi convencer Cármen Lúcia de por o habeas corpus preventivo de Lula em pauta, mas ela declarou
 que mudar uma jurisprudência para beneficiar um réu seria “apequenar” o Supremo. Depois, veio a sugestão de levar
 ao plenário os HCs de outros condenados, não especificamente Lula, mas ela divulgou a pauta de abril sem incluir a questão.

A terceira tentativa foi escalar um dos outros dez ministros para, driblando a decisão da presidente, colocar a questão 
em mesa e forçar a revisão. Mas quem? Gilmar Mendes já tinha o seu papel definido no script: inverter o voto 
e o resultado. O relator da Lava Jato, Edson Fachin, foi categórico ao dizer que não aprovava mais um julgamento
 sobre o mesmo assunto. Lewandowski, Marco Aurélio e Toffoli avisaram que não entrariam nessa bola dividida. 

Criou-se até uma torcida para o decano Celso de Melo assumir o papel e foi aí que surgiu a solução – atribuída 
a Sepúlveda Pertence, ex-STF e atual advogado de Lula – de publicar a liminar de 2016, gerar um embargo de
 declaração e levá-lo ao plenário, criando a oportunidade para Gilmar Mendes mudar o seu voto e acabar com 
a prisão após a segunda instância.

Cármen Lúcia foi chamada para uma reunião na próxima terça-feira, provavelmente para discutir a ideia de,
 em vez da segunda instância, o plenário autorizar o cumprimento da pena após condenação no Superior 
Tribunal de Justiça (STJ). A prisão de Lula seria adiada por muitos meses, caso mantida; os presos após
 a segunda instância entrariam com HC; os futuros condenados respirariam aliviados. 

E a Lava Jato? O que fez, fez; o que não fez, só fará em parte.

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,cartada-final-do-stf,70002231732

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NO STF


NO LINK ABAIXO
OS DOIS PROCESSO ENVOLVIDOS

VOCÊ PODE CONSULTAR

05 de outubro de 2016

STF admite execução da pena após condenação em segunda instância
[ NESSE LINK - O PROCESSO ENVOLVIDO] 

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=326754

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