Barão belga Albert Frére lucrou com venda de refinaria para Petrobras

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Barão belga Albert Frére lucrou com venda de refinaria para Petrobras

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Sab Set 02 2017, 10:26

[size=40]Barão belga Albert Frére lucrou com venda de refinaria para Petrobras[/size]

LEANDRO COLON
DE LONDRES

21/03/2014  13h00
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1428830-barao-belga-albert-frere-lucrou-com-venda-de-refinaria-para-petrobras.shtml

Petrobras teve um prejuízo bilionário com a compra da refinaria Pasadena (EUA), o barão Albert Frére, 88, foi quem lucrou com o negócio com a estatal brasileira.
Frére, que é um dos homens mais ricos da Bélgica, não terminou o colegial e começou a carreira salvando o negócio de sucata da família. Com uma fortuna estimada em US$ 4,9 bilhões, o barão ocupa a posição 295 no ranking de bilionários da revista "Forbes".

O empresário ainda é conhecido pela paixão por vinhos – é um dos donos do francês Chateau Cheval Blanc. Em 1994, recebeu o título de "barão" das mãos do rei Albert 2º. Ele é controlador da empresa belga Astra Oil, que comprou a refinaria de Pasadena em 2005 por US$ 42,5 milhões e no ano seguinte vendeu 50% dela para a Petrobras por US$ 360 milhões.
A Astra Oil é subsidiária da Transcor Astra Group, que integra a holding CNP (Compagnie Nationale à Portefeuille), dirigida pela família de Frére. A CNP atua em aquisição e investimentos em vários países – como Estados Unidos, França e Alemanha– no ramo de energia, comunicação, bancos e até na área dos famosos sorvetes belgas.
A empresa do barão belga recebeu ainda mais US$ 820,5 milhões pelos outros 50% em razão de uma cláusula no contrato, chamada "Put Option", estabelecendo que um deveria comprar a parte do outro em caso de litígio entre sócios. A compra da refinaria é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal.
Bloomberg News
O barão Albert Frére, um dos homens mais ricos da Bélgica
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REPERCUSSÃO
Na busca de justificar seu voto a favor da compra da refinaria durante reunião do Conselho de Administração da Petrobras em 2006, a presidente Dilma disse que aprovou a operação com base em um parecer "técnica e juridicamente falho" por não conter a informação de cláusulas que, se soubesse da sua existência, não seriam aprovadas por ela.
Entre lulistas, a avaliação é que a nota de Dilma foi ''desastrosa'' e abriu um "flanco de ataque'' para a oposição. "Presidente não pode passar imagem de desleixo administrativo, ela colocou no colo dela uma crise", diz um interlocutor de Lula. Petistas ouvidos pela Folha veem ainda uma ''chance concreta'' do coro "volta, Lula" a depender dos desdobramentos do caso.
Em conversas reservadas, o ex-presidente Lula criticou a estratégia de Dilma de jogar dúvidas sobre o embasamento técnico e jurídico apresentado para a compra pela Petrobras da refinaria em Pasadena (EUA), durante seu governo, em 2006.
Na avaliação de Lula, Dilma agiu por impulso, na tentativa de tirar o foco das investigações do negócio sobre ela, temendo desgaste político em ano eleitoral. O efeito, contudo, foi o inverso. Acabou virando, em sua opinião, um "tiro no pé", porque trouxe para o Planalto uma crise que, até então, estava dentro da Petrobras. [/size]

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