Cientistas conseguem editar genoma de embrião humano

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Cientistas conseguem editar genoma de embrião humano

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Qua Ago 02 2017, 23:52



Cientistas conseguem editar genoma de embrião humano para evitar doença hereditária


Pesquisadores americanos usaram técnica de edição genética para corrigir 

mutação causadora de problema cardíaco hereditário



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Fábio de Castro e Herton Escobar, O Estado de S.Paulo
02 Agosto 2017 | 14h06 
Atualizado 02 Agosto 2017 | 23h07





[size=15]A imagem mostra blastômeros - estruturas resultantes da divisão celular durante o [size=13]desenvolvimento [/size][/size]
[size=15][size=13]embrionário - dentro dos embriões, dois dias após a fertilização; depois da edição do gene mutante e do consequente [/size][/size]
[size=15][size=13]processo de reparo durante a fertilização, os cientistas mostraram que cada nova célula dos embriões estava[/size][/size]
[size=15][size=13] completamente livre da mutação causadora de uma doença cardíaca hereditária. Foto: OHSU[/size][/size]




Pesquisadores inauguraram nesta quarta-feira, 2, uma nova era da ciência e da bioética
 aplicada à reprodução humana, com a comprovação de que é possível corrigir falhas no
DNA de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e, dessa forma, impedir 
a transmissão de doenças genéticas hereditárias.




A notícia, que havia vazado na semana passada, foi confirmada com a publicação de 
um trabalho na revista Nature. O estudo, realizado nos Estados Unidos, utilizou uma
 técnica conhecida como Crispr-Cas9 (ou simplesmente Crisper) para editar o DNA de 
embriões humanos e corrigir uma mutação associada ao risco de falência cardíaca 
e morte súbita. 

Os embriões foram gerados por fertilização in vitro, para fins de pesquisa, utilizando 
células de doadores. Foram destruídos após três dias e não chegaram a ser implantados 
– até porque não há autorização legal para isso. Não há razão técnica, porém, pela qual
 eles não poderiam desenvolver-se normalmente caso fossem transferidos para um útero,
 provocando uma série de questionamentos éticos sobre um possível uso eugênico 
da tecnologia, para a produção de bebês com características específicas, não relacionadas
 à cura de doenças.




“Provamos que esse método de correção genética em embriões é seguro e pode ser potencialmente
 usado para prevenir a transmissão de doenças genéticas para futuras gerações”, disse a pesquisadora 
Paula Amato, da Universidade de Saúde e Ciências do Oregon, em uma coletiva internacional de 
imprensa. Ela enfatizou, porém, que “mais pesquisas e discussões éticas são necessárias antes 
de proceder para testes clínicos” da tecnologia. “Ainda há um longo caminho pela frente”, disse
 Sanjiv Kaul, outro coautor do trabalho.







Tecnologia. Inventada há apenas cinco anos, a Crisper se tornou uma tecnologia revolucionária 
quase que instantaneamente. Ela permite fazer modificações genéticas de forma muito precisa,
 por meio da combinação de uma “sequência guia” de material genético associada a uma enzima
 especial (a Cas9), que corta o DNA em pontos específicos do genoma. 


Com isso é possível desligar genes ou, como foi feito de forma pioneira neste estudo, “desfazer” 
uma mutação, induzindo o genoma a se reconstruir da forma correta após o corte.


O gene corrigido neste caso foi o MYBPC3, responsável pela síntese de uma proteína envolvida 
no controle do músculo cardíaco. Quando mutado, ele causa cardiomiopatia hipertrófica, uma 
doença hereditária que pode causar morte súbita, presente no DNA de 1 em cada 500 pessoas
 no mundo.


Os pesquisadores usaram espermatozoides de um portador da mutação para fertilizar óvulos
 e utilizaram a Crisper para corrigir o defeito genético desde o início do desenvolvimento embrionário. 


A ideia é que isso possa ser usado para aumentar o número de embriões saudáveis disponíveis 
para casais portadores de doenças genéticas, em combinação com a técnica de diagnóstico 
genético pré-implantacional, que permite identificar se um embrião gerado por fertilização 
in vitro tem a mutação ou não.


Ética. Segundo Kaul, caberá às agências reguladoras determinar os limites éticos do uso da tecnologia,
 definindo o que pode ou não ser mexido no DNA dos embriões. São conhecidas mais de 10 mil 
doenças monogênicas, causadas por mutações em um único gene, e a técnica, teoricamente,
poderia ser usada em qualquer uma delas.




http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cientistas-conseguem-editar-genoma-de-embriao-humano-para-evitar-doenca-hereditaria,70001921113

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