Índios AMAZONAS tem CORAÇÕES + saudaveis

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Índios AMAZONAS tem CORAÇÕES + saudaveis

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Dom Mar 19 2017, 10:10

TRIBO INDÍGENA DA AMAZÔNIA POSSUI OS CORAÇÕES MAIS SAUDÁVEIS DO MUNDO

Os bolivianos Tsimané possuem artérias 28 anos 

mais jovens que os americanos



Os canoas são o principal meio de transporte dos Tsimané. Seu estilo de vida, com boa alimentação
 e atividade física constante, são o caminho para a saúde cardíaca -
 Ben Trumble

[size=14]POR O GLOBO

19/03/2017 7:00 / atualizado 19/03/2017 8:55
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RIO — No meio da Floresta Amazônica boliviana, um grupo de indígenas passa o dia caçando, pescando 
ou trabalhando em lavouras. Para a ciência moderna, esse estilo de vida pode, em parte, explicar a saúde
 cardíaca dos Tsimané. De acordo com um estudo divulgado na sexta-feira, essa população possui 
os corações mais saudáveis do planeta, com os menores níveis de calcificação das artérias já registrados. 


Segundo a estimativa, um tsimané de 80 anos possui a mesma idade vascular que um americano com
 pouco mais de 50.


— Na média, os adultos da tribo Tsimané possuem artérias que são cerca de 28 mais jovens que os 
ocidentais — disse Randall Thompson, cardiologista do Hospital de St. Luke, em Kansas City, e coautor 
da pesquisa publicada na revista “Lancet”.

Os Tsimané têm população estimada em cerca de 6 mil membros, que vivem no Território Indígena
 e Parque Nacional Isiboro Sécure, entre os departamentos de Beni e Cochabamba. No estudo, os 
pesquisadores visitaram 85 tribos entre 2014 e 2015.

 Eles mediram o risco de doenças cardíacas 
realizando tomografias computadorizadas em 705 adultos, com idade entre 40 e 94 anos, para
 avaliar a extensão do enrijecimento das artérias coronárias, além de medirem peso, idade, frequência 
cardíaca, inflamações e níveis de colesterol e glicose no sangue.


Com base nos resultados das tomografias, os pesquisadores descobriram que quase nove entre dez 
tsimanés — 596 dos 705 voluntários, ou 85% — não tinham risco de doença cardíaca; 89 (13%) tinham
 baixo risco; e apenas 20 indivíduos, o que representa 3% da amostra, tinham risco moderado ou alto.


Mesmo os idosos possuem os corações saudáveis. Entre os voluntários acima de 75 anos, cerca de dois
terços — 31 de um total de 48, ou 65% — não tinham risco de doença cardíaca, e apenas quatro dos 
48, ou 8%, apresentaram risco moderado ou alto. Esses resultados são os menores já relatados para 
o envelhecimento vascular em qualquer população do planeta.


Por comparação, um estudo realizado nos EUA com 6.814 pessoas, com idades entre 45 e 84 anos, 
revelou que apenas 14% dos americanos que passaram pelo mesmo exame de tomografia apresentaram
 nenhum risco de doença cardíaca, e metade tinha risco moderado ou alto, cerca de cinco vezes
 a prevalência entre os Tsimané.








Os homens da tribo Tsimané passam entre 6 e 7 horas por dia em atividades físicas - Michael Gurven / AP


— Nosso estudo mostra que os indígenas sul-americanos Tsimané possuem a menor prevalência 
de aterosclerose (acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas artérias) de qualquer 
população já estudada — disse o antropólogo Hillard Kaplan, da Universidade do Novo México
 e líder do estudo. — Seu estilo de vida sugere uma dieta com baixos níveis de gorduras saturadas
 e alta ingestão de carboidratos não processados ricos em fibras.




NOVO FATOR DE RISCO


De acordo com a medicina, os principais fatores de risco para a aterosclerose são a idade, 
o fumo, altos níveis de colesterol, pressão alta, sedentarismo, obesidade e diabetes. Com
os resultados, os pesquisadores propõem a inclusão de um novo fator:

— A perda da dieta e do estilo de vida de subsistência pode ser classificada como um novo 
fator de risco para o envelhecimento vascular e nós acreditamos que componentes do estilo 
de vida dos Tsimané podem beneficiar populações contemporâneas sedentárias — disse Kaplan.

Enquanto as populações industriais são sedentárias por mais da metade das horas despertas 
(54%), os Tsimané passam apenas 10% do dia inativos. 

Eles vivem num sistema de
 subsistência que envolve a caça, coleta de frutos e vegetais, pesca e lavoura. 
Os homens passam em média de 6 a 7 horas diárias em atividades físicas, e as
 mulheres entre 4 e 6 horas. estilo 







Os peixes são importante fonte de proteínas para os Tsimané - Ben Trumble

A dieta é baseada em carboidratos — 72% 
e inclui carboidratos ricos em fibra, como
arroz
banana
mandioca
milho
nozes
e frutas. 
As proteínas constituem apenas 14% da dieta e provém de carne animal. 

A dieta é muito pobre em gorduras, que respondem por apenas 
14% da alimentação, o equivalente a 38 gramas diárias, incluindo 11 gramas de gordura
 saturada e nenhuma gordura trans.

 Além disso, o fumo é raro entre a população.


INFLAMAÇÃO NÃO AUMENTA RISCO CARDÍACO
Entre a população Tsimané, a frequência cardíaca, a pressão arterial, e os níveis de colesterol
 e glicose também eram baixos, provavelmente como resultado do estilo de vida.

 Os pesquisadores também notaram que o baixo risco de aterosclerose coronária foi identificado 
apesar dos altos níveis de inflamações, que atingem metade dos indivíduos avaliados.

— O pensamento convencional é de que a inflamação aumenta o risco de doenças cardíacas
 — disse Thompson. — 

Entretanto, a inflamação comum nos Tsimané não era associada com o aumento do risco de 
doenças cardíacas, e provavelmente era resultado de altos níveis de infecções.

Como o estudo é observacional, não é possível confirmar se a população Tsinamé é protegida
geneticamente contra o envelhecimento cardíaco, ou qual parte do seu estilo de vida é mais 
protetivo. Contudo, os pesquisadores sugerem ser mais provável que a saúde do coração esteja
 relacionada com o padrão de vida, não com a genética. 

O temor é que o avanço da civilização torne os indígenas sedentários.


— Nos últimos cinco anos, novas estradas e a introdução de canos motorizadas aumentaram 
dramaticamente o acesso a comércios em cidades próximas para a compra de açúcar e óleo 
de cozinha — disse Ben Trumble, antropólogo da Universidade do Estado do Arizona. — 

Isso está introduzindo grandes mudanças econômicas e nutricionais na população Tsimané.


Nas grandes cidades, viver como um tsimané é praticamente inviável, mas pequenos hábitos 
podem ser mudados. Segundo Joep Perk, cardiologista da Universidade Linnaeus, na Suécia, 
que não participou do estudo, as pessoas podem “parar de fumar e fazer meia hora 
de exercícios intensos todos os dias, e isso já será uma grande ajuda”.

— Existe uma tendência de culpar os genes por problemas do coração, e o que esse estudo
 nos mostra é que você não pode culpar seus pais, apenas o seu estilo de vida — disse Perk.


Leia mais sobre esse assunto em



 http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/tribo-indigena-da-amazonia-possui-os-coracoes-mais-saudaveis-do-mundo-21082874#ixzz4bmENHM00 



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