Sócio e maior beneficiário dos Kirchner é detido na Argentina US$ 800 milhões em obras públicas

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Sócio e maior beneficiário dos Kirchner é detido na Argentina US$ 800 milhões em obras públicas

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Sex Abr 08 2016, 00:14

Sócio e maior beneficiário dos Kirchner é detido na Argentina

Lázaro Báez conquistou até US$ 800 milhões em obras públicas recheadas de acusações
 
POR JANAÍNA FIGUEIREDO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 05/04/2016 18:46 / atualizado 05/04/2016 21:48

Báez é escoltado após ser detido em San Fernando - PABLO ELIAS/Noticias Argentinas / AFP
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BUENOS AIRES - Sócio próximo à família Kirchner e acusado de ser laranja de negociações e transações ilegais, o empresário argentino Lázaro Báez foi detido nesta terça-feira. Por temor à fuga do empresário, que durante os quase 13 anos de kirchnerismo passou de ser funcionário de um banco estatal provincial a multimilionário, o juiz decidiu acelerar os tempos do processo por acusações como lavagem de dinheiro. Ele conquistou até US$ 800 milhões em obras públicas recheadas de acusações de irregularidades sob os governos kirchneristas, sendo o maior beneficiário da família.


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Báez foi preso no aeroporto de San Fernando quando ia a Buenos Aires para prestar esclarecimentos sobre acusações contra ele e contra o ex-chefe da Receita, Ricardo Echegaray, por enriquecimiento ilícito.

Segundo o promotor Guillermo Marijuán, que pediu a prisão junto ao juiz Sebastían Casanello, Báez foi a pessoas que mais se beneficiou dos contratos multimilionários de obras públicas do Estado sob o governo Kirchner. Ele ainda alugou hotéis e casas com a família, e chegou a construir edifícios em conjunto.

Um dos contratos entre Báez e os Kirchner foi selado para que companhias do empresário (seu império foi sustentado por empresas de construção favorecidas em concessões de obra pública) alugassem quartos de hotéis que pertencem a ex-família presidencial, localizados na cidade de Calafate, na Patagônia. Os quartos, segundo investigações judiciais, nunca estiveram ocupados, fato que levou os tribunais de Buenos Aires a suspeitarem de operações de lavagem de dinheiro realizadas em parceria entre os Báez e os Kirchner. Este é justamente o eixo do chamado caso Hotesur, nome da sociedade que os Kirchner compraram para administrar vários de seus hotéis.

— Este é um grande dia para a Justiça. Ela se deu muitos anos após investigarmos e denunciarmos os saques — disse a deputada federal Elisa Carrió, referindo-se ao escândalo da "rota do dinheiro K", que investigava desvios que favoreciam pessoas próximas a Néstor e Cristina Kirchner em seus governos.


NA MIRA

Nos últimos dias, a divulgação de sucessivos vídeos nos quais sócios da ex-presidente argentina Cristina Kirchner aparecem contando uma quantia estimada em US$ 3,5 milhões escandalizou os argentinos e impulsionou a organização de novas marchas contra a corrupção. A cena ocorreu na sala de uma agência financeira ilegal num prédio do bairro de Porto Madero, no qual a ex-chefe de Estado possuiu pelo menos dois apartamentos.

O juiz convocou Báez para prestar depoimento. As imagens já estão em poder da Justiça e poderiam acelerar um delicado processo contra o empresário, amigo pessoal da ex-família presidencial, acusado, entre outros crimes, de lavagem de dinheiro, já que seu filho, Martin, aparece contando milhões de dólares em momentos em que na Argentina vigoravam rigorosas medidas de controle cambial.


Lazaro Báez em 2013, antes do enterro da mãe de Néstor Kirchner: empresário é sócio dos K - Francisco Munoz / AP
A reportagem provocou uma contundente declaração do presidente Mauricio Macri, que prometeu “tolerância zero” com a corrupção:

— Me produz raiva, cansaço e impotência.

AMIGOS PRÓXIMOS

Antes de 2003, ano em que Néstor Kirchner assumiu o poder, Báez, dono da empreiteira Austral Construções, entre outras companhias, era um simples funcionário do estatal Banco de Santa Cruz (da província governada por Kirchner antes de tornar-se presidente). Sua empresa, criada poucos dias antes da posse de Kirchner, foi favorecida com concessões de obras públicas em todo o país.

Desde que seu amigo tornou-se governador e depois presidente, o caixa começou uma carreira ascendente que o levou a conquistar até US$ 800 milhões em contratos públicos em 10 anos. Com esse dinheiro, diz Costa, ele comprou 263 mil hectares de terra, e também adquiriu quase todas as empresas de obras públicas na área, até assumir a maioria do mercado.

— Este é o começo de uma nova etapa — declarou a ex-ministra da Saúde do governo Cristina Kirchner e hoje vereadora independente Graciela Ocaña.

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Esta semana, o ex-subsecretário de Transporte kirchnerista Ricardo Cirielli admitiu ter visto o ex-secretário de Transportes, Ricardo Jaime (preso e mencionado nas investigações da Lava Jato por suposta cobrança de propina à Odebrecht), “carregando sacolas de dinheiro que eram para (o ex-presidente) Kirchner”, em transações que envolviam negócios de Báez.

— Ele (Jaime) arrecadava para Kirchner — enfatizou o ex-subsecretário.


Sob suspeita. Martin Báez (à esquerda de azul) e pilhas de dólares na mesa - Reprodução




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