Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer

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Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Qui Nov 26 2015, 17:32

Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer


31/08/2015 09h12 - Atualizado em 31/08/2015 09h12

Cientistas criam droga que 'altera' DNA e inibe evolução do câncer

Grupo da UnB espera liberação de R$ 170 mil para seguir

com estudo.


Expectativa é de que medicamento esteja no mercado

em 12 anos.


Raquel Morais  Do G1 DF  

  


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A doutoranda Isabel Torres e o professor Guilherme Santos, que desenvolveram
pesquisa sobre câncer na Universidade de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)


Cientistas da Universidade de Brasília desenvolveram uma droga capaz de alterar a estrutura
do DNA e assim evitar a multiplicação de células com câncer.

A pesquisa começou há quatro anos, e o grupo aguarda atualmente a liberação de
 R$ 170 mil para prosseguir com o estudo. A expectativa é de que o remédio já esteja
no mercado daqui a 12 anos.

No câncer, por exemplo, temos uma alta proliferação celular, e isso acontece porque
a expressão de vários genes está desregulada na célula. Se regulamos essa disfunção,
 tratamos o câncer"
Isabel Torres,
biomédica e doutoranda da UnB
De acordo com os pesquisadores, a descoberta partiu da ideia de enxergar o nucleossomo –
 unidade da cromatina, que compacta o DNA dentro da célula – como alvo terapêutico.

O medicamento atua conectado a ele, modulando a abertura e fechamento das fitas de
 informação genética. Assim, ele interfere na interação entre o DNA e proteínas, podendo
 “barrar” o que não é desejado, como o câncer.

A tecnologia não impede o surgimento da doença, mas evita que células com informações
 genéticas não desejadas se reproduzam. “No câncer, por exemplo, temos uma alta
proliferação celular, e isso acontece porque a expressão de vários genes está desregulada
na célula. Se regulamos essa disfunção, tratamos o câncer”, explica a biomédica e doutoranda
 em patologia molecular Isabel Torres.

“Não esperamos que esta nova classe de drogas cure a doença, mas, sem dúvida, ela
 representa uma esperança aos pacientes que não respondem a terapias tradicionais.
A ideia é associar estas novas moléculas a outras drogas disponíveis no mercado para
obtenção de uma melhor resposta clínica”, completa.



Orientador da pesquisa, o professor e médico Guilherme Santos afirma acreditar que o procedimento
 possa ser utilizado contra vários tipos de câncer, como o gliobastoma (no cérebro) o melanoma
 (na pele), além de doenças hormonais e obesidade. Os primeiros resultados do trabalho foram
 publicados na revista "Trends in Pharmacological Sciences – Cell" no final de março.

A próxima etapa envolve testes em camundongos e ainda não tem data para acontecer por falta
 de recursos. Para recrutar investidores enquanto esperam dinheiro de fundos de pesquisa, os
 cientistas criaram a startup Nucleosantos Therapeutics. A ideia é que ela descubra e desenvolva
 mais moléculas que possam se ligar a nucleossomos.

Isabel afirma que a nova tecnologia surge como alternativa para pacientes que perderam as
esperanças nos tratamentos convencionais.

"Como cientista, acreditamos que esta estratégia
 inovadora terá um grande impacto na forma de observar o funcionamento celular e com isto
poder intervir precisamente em distúrbios celulares.

É incrível observar que poderemos modular
 diretamente a expressão gênica e, consequentemente, o conteúdo proteico das células."

Etapas


A pesquisa foi dividida basicamente em quatro etapas: desenho e simulações das potenciais drogas;
 experimentos que demonstrem a interferência nas interações feitas pelo DNA; experimentos em
animais; e testes em seres humanos.

Os cientistas já gastaram R$ 70 mil, de financiamento dogoverno federal, além de aproveitar
 parte do material usado na pesquisa de Santos no pós-dourado
na Inglaterra – avaliado em R$ 60 mil.




Estudantes envolvidos com projeto de droga do DF que altera interações do DNA
e inibe evolução do câncer (Foto: Raquel Morais/G1)


Ainda não há definição sobre o formato do novo medicamento, mas a equipe estuda testá-la
 tanto via oral quanto injetável. “Precisamos de financiamento para podermos avançar nesta
pesquisa.

Seria ótimo podermos contar com dinheiro de doações de empresas e pessoas ricas
 – milionários com ações filantrópicas –, a exemplo do que ocorre em outras grandes
universidades, como Harvard e Cambridge”, diz a biomédica.


http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/cientistas-criam-droga-que-altera-dna-e-inibe-evolucao-do-cancer.html



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