Governo deixa Petrobras à beira do abismo - OGLOBO RIO

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Governo deixa Petrobras à beira do abismo - OGLOBO RIO

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Qua Nov 11 2015, 08:07

Governo deixa Petrobras à beira do abismo





O tempo passa, o governo não mexe no seu irrealista 





‘modelo’ de partilha e a Petrobras, sem crédito e sem caixa, 





continua próxima ao precipício







[size=14]POR EDITORIAL

11/11/2015 0:00

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O tempo passa e a Petrobras não se move.


 Submersa em gestão temerária e corrupção durante o período Lula, a administração 
da maior empresa estatal do país virou tema de um folhetim policial no governo 
Dilma Rousseff.


Sua produção estagnou na faixa dos 2,8 milhões de barris diários; a receita entrou em declínio
 também por efeito da queda à metade dos preços do petróleo, em comparação com os valores 
de 2014; 


o endividamento em moeda estrangeira ascende a US$ 100 bilhões; 


e a companhia já não consegue renovar créditos, porque porque foi banida do mercado.


Dilma, reeleita, sinalizou uma faxina na empresa e mudanças na política setorial. 


No Congresso, alguns partidos aliados do governo e da oposição uniram-se na reavaliação
 do “modelo” de partilha da produção, adotado para o pré-sal numa conjuntura em que 
a Petrobras era outra companhia — tinha caixa, crédito, gastava menos dinheiro com exércitos 
de advogados e menos tempo e energia com problemas em tribunais do Brasil e do exterior.


O tempo passou, porém quase nada foi feito. 


Por fé ideológica, o governo resolveu manter o seu irrealista “modelo” de partilha, com
 monopólio da Petrobras na operação e imposição do controle de 30% de todos os consórcios.


A cúpula da empresa, por sua vez, manteve-se refém de um outro “modelo”, o político: 


cumpre ordens de Brasília enquanto, tacitamente, compõe interesses corporativos com 
os da nomenclatura sindical, usufrutuária de benesses por se alinhar ao partido 
do governo, o PT.


Da lassidão surgiu a atual greve de petroleiros, organizada em torno de uma
 “pauta política", com efeito vinculante sobre “um novo acordo coletivo", conforme 
a federação dos petroleiros.


Nele, essa burocracia beneficiária da gestão política que conduziu a Petrobras ao abismo 
pretende decidir o rumo da empresa controlada pelo Estado, à margem da vontade da 
coletividade, acionistas e representados no Legislativo.


Sob o silêncio obsequioso do governo e da direção da empresa, exigem que a Petrobras 
“assuma o interesse em permanecer como operadora única do pré-sal", conforme a atual 
lei da partilha.


 E mais: 


compromisso de não realizar “qualquer abertura de capital" da BR Distribuidora, incorporação 
“integral e imediata" das subsidiárias Transpetro e Araucária Nitrogenados, 


“manutenção e/ou ampliação" das atividades de exploração e produção 
no país e preservação da política de conteúdo local.


Fosse privada, a Petrobras já estaria em concordata, devido ao cardápio de malfeitos
 lulopetistas.


Sem realismo sobre o seu papel (o ideal seria o retorno ao exitoso formato
de concessões), não se realizam leilões para o pré-sal, porque a estatal não consegue
participar. 


Assim, não entra dinheiro no caixa, não há crédito e o endividamento se multiplica. 


A Petrobras está à beira do precipício.




Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/governo-deixa-petrobras-beira-do-abismo-18013000#ixzz3rBE08K8o 






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