REVISTA 'ISTOÉ' REVELA 'ACORDÃO INDECENTE' FIRMADO POR DILMA E EDUARDO CUNHA

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REVISTA 'ISTOÉ' REVELA 'ACORDÃO INDECENTE' FIRMADO POR DILMA E EDUARDO CUNHA

Mensagem  forum vitimas Bancoop em Sab Out 17 2015, 10:31

sexta-feira, outubro 16, 2015



REVISTA 'ISTOÉ' REVELA 'ACORDÃO INDECENTE' FIRMADO POR DILMA E EDUARDO CUNHA MAS PROVAS DA LAVA JATO AMEAÇAM SEUS MANDATOS.





A revelação de ISTOÉ, na última semana, de que a presidente Dilma Rousseff reincidiu nas pedaladas em 2015, conferiu
data e hora para o pontapé inicial do impeachment. O rito já estava desenhado pela oposição.

 Mas uma decisão do STF suspendendo liminarmente a liturgia do processo, ao mesmo tempo em que embaralhou o jogo
 do afastamento de Dilma, deu mais poder à caneta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 

E Cunha, descolado em se valer dos pontos fracos de aliados e adversários, não perde uma chance dessas. 

O tabuleiro do xadrez político foi mais uma vez bagunçado. Os movimentos mais bruscos partiram do Planalto. 

Em tentativas desesperadas de se salvar, o governo da petista já tinha celebrado uma série de acertos espúrios. 

Rolou na lama do varejo político, ao entregar os anéis e os dedos ao baixo clero do PMDB.

Demitiu auxiliares que tinha na mais alta conta durante a desastrada reforma ministerial e alçou ao primeiríssimo escalão
 do Planalto políticos mais alinhados com o ex-presidente Lula.

 Quando parecia que não restava mais nada em termos de conchavos para se safar de um processo de impedimento,
 Dilma passou a costurar um acordo indecente com Cunha, o deputado enrolado com traficâncias na Petrobras que
 até outro dia era o seu pior adversário. As negociações avançaram depois que o andamento ou não do impeachment
 passou a depender apenas de uma decisão monocrática do presidente da Câmara. 

Assim, de arquiinimigo, o peemedebista virou o malvado favorito de Dilma, do PT e de Lula. 

O acordão choca o País e chega a corar de vergonha os próprios petistas – cujos padrões éticos já não servem de
 exemplo para ninguém há muito tempo. Quem afirma não é um político de oposição, mas o ex-governador do Rio 
Grande do Sul, Tarso Genro, do PT. Segundo ele, fazer um acordão com Eduardo Cunha, é “entregar a alma ao diabo”.

O problema chave é que Dilma e Cunha confabulam, treinam jogadas ensaiadas, tentam ganhar tempo, mas nunca 
estiveram tão fragilizados. O acerto entre ambos é tão precário quanto a decisão do STF de cancelar o rito inicial
 do impeachment – as liminares concedidas por Teori Zavascki e Rosa Weber ainda podem ser derrubadas durante 
votação do mérito em plenário. Dilma não tem poderes para garantir a salvação a Cunha. Mas o governo dispõe de
 meios políticos para evitar a cassação dele no Conselho de Ética. E isso é o melhor dos mundos para Cunha.

O que ele mais teme é perder o foro privilegiado e acabar em Curitiba, preso pelas mãos do juiz Sérgio Moro. 

Quem consegue controlar a agenda da Lava Jato?

Cunha, por seu lado, pode até não deferir o pedido de impeachment da oposição. A presidente, neste caso, ganharia 
um respiro momentâneo. Nada impede, no entanto, que novas revelações empurrem Dilma ao cadafalso. Nem que um
 outro presidente da Câmara, em substituição a Cunha, coloque em marcha o processo de impedimento da petista.

Com ou sem o apoio do governo, dificilmente Eduardo Cunha conseguirá sobreviver. Na sexta-feira 16, em parecer
 enviado ao STF, depois de pedir abertura de novo inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou 
que há indícios suficientes de que o dinheiro encontrado nas contas no exterior atribuídas ao deputado, sua mulher
 Cláudia Cruz e filha Danielle Cunha “são produto do crime”. As contas de Cunha na Suíça receberam depósitos de
pelo menos 4,8 milhões de francos suíços e US$ 1,3 milhão, equivalentes a R$ 23,8 milhões. 

Os documentos apresentados pelo presidente da Câmara para abertura de uma de suas contas levaram o banco Julius
 Baer a estimar seu patrimônio em mais de 37 vezes do declarado à Justiça Eleitoral.

No final da semana, a PGR também recebeu das autoridades suíças cópias do passaporte, assinaturas e dados pessoais 
do presidente da Câmara. No material, a Procuradoria identificou uma frota de carros de luxo utilizados por Cunha 
e família. 

Entre os veículos, avaliados em R$ 940 mil, há dois Porsches, uma BMW e cinco SUVs.

Foi incluído na denúncia o teor da delação premiada do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. 

Em um dos depoimentos da delação, Baiano disse que entregou entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em espécie no escritório 
presidente da Câmara. O novo revés torna praticamente insustentável a permanência de Cunha no comando da Câmara.

 E o risco de ele vir a perder o mandato é grande. Na semana passada, um grupo de parlamentares do PSOL e da Rede 
Sustentabilidade protocolou um pedido de investigação contra o peemedebista por quebra de decoro no Conselho de Ética,
 assinada por cerca de 50 deputados, 32 deles da bancada do PT. 

Artífice, ao lado de Lula, do acordão com Cunha, a presidente Dilma também permanece com uma espada pendendo sobre
 sua cabeça. Na quinta-feira 15, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr, integrantes da oposição e dos movimentos de
 rua protocolaram num cartório de São Paulo um novo pedido de impeachment com base das pedaladas fiscais de 2015 
reveladas com exclusividade por ISTOÉ.

 Clique AQUI para a ler a reportagem completa

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