MP investiga desvio de verba para o PT

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Mensagem  forum vitimas Bancoop em Sab Ago 30 2008, 22:32

MP investiga desvio de verba para o PT

Dinheiro sairia de cooperativa de bancários para campanhas eleitorais petistas

O Ministério Público de São Paulo investiga o suposto desvio de dinheiro da Bancoop (cooperativa habitacional dos bancários) para campanhas eleitorais petistas. O sindicalista João Vaccari Neto, integrante do diretório nacional do PT, é um dos investigados por formação de quadrilha, apropriação indébita e estelionato contra 3.000 cooperados que até hoje não receberam seus imóveis. A investigação sobre desvios de recursos da cooperativa, entre outras irregularidades, foi revelada ontem pelo "Jornal do Brasil".

Levantamento feito pelo GLOBO, junto ao Tribunal Superior Eleitoral mostrou que a Germany Construtora e Incorporadora Ltda., empresa que, segundo o MP, foi criada por sindicalistas para "sangrar" recursos da Bancoop, doou pelo menos R$65 mil para candidatos do PT. O MP ouviu testemunhas que dizem ter participado de esquemas de caixa dois para campanhas do PT. Um empreiteiro cujo nome é preservado contou que prestou serviços para a Bancoop de 1998 a 2006, quando fornecia notas frias para a direção do partido, com valores superfaturados. Acompanhado de um engenheiro da cooperativa, costumava ir à agência da Caixa Econômica Federal (CEF), onde fazia os saques e devolvia as quantias extras para a conta de um dos dirigentes.

- Diziam que o dinheiro era para campanhas políticas de pessoas do PT - disse o empreiteiro em depoimento.

Criada em junho de 2001, a Germany tinha como sócio-fundador Luiz Eduardo Saeger Malheiro, ex-presidente da Bancoop, morto em acidente de carro em 2005. O endereço da empresa era o mesmo da Bancoop. Segundo o procurador Marco Antonio Zanellato, Malheiro e outros dirigentes criaram "complexo grupo econômico", formado por diversas empresas.

"Vários administradores e conselheiros participaram dos quadros sociais de várias empresas que prestam serviços ou fornecem produtos à Bancoop, havendo indícios de que, agindo dessa forma irregular, foram co-responsáveis pela sangria dos recursos da cooperativa em prejuízo da massa de cooperados", diz o procurador Zanellato, em seu voto pela reabertura do caso, aprovada pelo Conselho dos Procuradores do Ministério Público, em agosto deste ano.

Na eleição de 2002, a Germany doou R$5 mil à campanha do petista Eduardo Guerino Rondino a deputado estadual. Ele foi conselheiro fiscal da Bancoop de 1996 a 1999. Em 2004, a Germany doou R$60 mil para a campanha de Helder Esteves, também do PT, candidato a prefeito de Praia Grande (SP). O candidato a vice era Malheiros, então presidente da Bancoop.

- As irregularidades eleitorais não são objeto do inquérito criminal sob minha responsabilidade, mas, dada a gravidade, devo encaminhar às áreas competentes - disse o promotor de Justiça José Carlos Blat.

O caso da Bancoop envolve várias frentes de investigações. São duas principais: a criminal, a cargo de Blat, e a cível, encaminhada por Zanellato ao promotor José Lopes Guimarães Júnior. A criminal terá seu próximo passo com a quebra de sigilo bancário, autorizada pela Justiça em julho.

- Nesse raio X que faremos das contas da Bancoop, das empreiteiras e da diretoria podem surgir outros crimes. Estamos apenas aguardando as respostas dos bancos para iniciar as análises - disse o promotor.

Segundo Blat, além de outras ilegalidades, a Bancoop fez um empréstimo de mais de R$40 milhões junto ao FDIC, um fundo de investimentos. Os valores levantados teriam desaparecido.

Outra descoberta recente do inquérito surpreendeu o promotor:

- A conta do sindicalista morto, para a qual eram drenados recursos, continua sendo movimentada.

Segundo Blat, ainda não foram investigados antigos presidentes da Bancoop, como o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, citado no voto do procurador Zanellato. Já Vaccari Neto será chamado a depor depois da análise dos dados bancários.

Fundador da Bancoop e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Berzoini, assim como Vaccari, é citado pelo procurador para justificar "falta de isenção política da Bancoop", como exige o artigo 4º , inciso IX, da Lei das Cooperativas.

Segundo o "Jornal do Brasil", entre os cooperados estão dois assessores de Lula, Aurélio Pimentel e José Espinoza, além de Oswaldo Bargas, que deixou o governo após ser envolvido no caso da venda do dossiê contra tucanos e que foi chamado de "aloprado" por Lula.

Vaccari Neto foi procurado ontem, mas respondeu. A Bancoop negou que haja irregularidades e prometeu divulgar uma nota sobre o caso. Berzoini está em viagem à China.

(Ricardo Galhardo e Soraya Aggege)


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