OPERADOR DE FUNDO ESTATAL CONDENADO GESTAO FRAUDULENTA
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OPERADOR DE FUNDO ESTATAL CONDENADO GESTAO FRAUDULENTA
OPERADOR DE FUNDO ESTATAL CONDENADO GESTAO FRAUDULENTA
Carlos Arnaldo de Souza
Dono de corretora acusada por parlamentares de causar prejuízo milionário aos fundos de pensão diz que a CPMI dos Correios pode quebrar sua empresa e afirma que pretende processar a União
Por Leonardo Attuch e Marco Damiani
Na tarde da terça-feira 4, o empresário Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio da corretora Planner, uma das maiores do mercado financeiro nacional, com 300 funcionários e giro mensal de R$ 900 milhões na Bovespa, estava abatido.
Naquela manhã, a CPI havia autorizado a quebra do sigilo bancário de 11 corretoras, acusadas de causar um prejuízo de R$ 9 milhões aos fundos de pensão das empresas estatais – e a Planner era apontada como responsável por um dano de R$ 4 milhões, numa operação fechada com o Serpros, o fundo da empresa de processamento de dados do governo.
“Espero não precisar vender obras de arte para pagar os salários dos meus 300 funcionários”, resignou-se Borges, colecionador de telas de Aldemir Martins. Abatido diante do procedimento dos parlamentares, que vazaram a suspeita em relação à sua corretora antes mesmo de ouvi-lo, anunciou que pretende processar a União caso o pior aconteça à sua empresa. “Uma notícia dessas, divulgada de forma totalmente irresponsável, pode quebrar minha corretora”, desabafou. Na operação em questão, na qual a corretora Planner comprou R$ 74 milhões em papéis de longo prazo do governo para o Serpros, ele diz que ganhou uma comissão de R$ 71 mil. “Estou vivendo uma situação como a da Escola Base, ou seja, quando a verdade vier, pode
ser tarde demais”.
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/422/entrevista/index.htm
Carlos Arnaldo de Souza
Dono de corretora acusada por parlamentares de causar prejuízo milionário aos fundos de pensão diz que a CPMI dos Correios pode quebrar sua empresa e afirma que pretende processar a União
Por Leonardo Attuch e Marco Damiani
Na tarde da terça-feira 4, o empresário Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio da corretora Planner, uma das maiores do mercado financeiro nacional, com 300 funcionários e giro mensal de R$ 900 milhões na Bovespa, estava abatido.
Naquela manhã, a CPI havia autorizado a quebra do sigilo bancário de 11 corretoras, acusadas de causar um prejuízo de R$ 9 milhões aos fundos de pensão das empresas estatais – e a Planner era apontada como responsável por um dano de R$ 4 milhões, numa operação fechada com o Serpros, o fundo da empresa de processamento de dados do governo.
“Espero não precisar vender obras de arte para pagar os salários dos meus 300 funcionários”, resignou-se Borges, colecionador de telas de Aldemir Martins. Abatido diante do procedimento dos parlamentares, que vazaram a suspeita em relação à sua corretora antes mesmo de ouvi-lo, anunciou que pretende processar a União caso o pior aconteça à sua empresa. “Uma notícia dessas, divulgada de forma totalmente irresponsável, pode quebrar minha corretora”, desabafou. Na operação em questão, na qual a corretora Planner comprou R$ 74 milhões em papéis de longo prazo do governo para o Serpros, ele diz que ganhou uma comissão de R$ 71 mil. “Estou vivendo uma situação como a da Escola Base, ou seja, quando a verdade vier, pode
ser tarde demais”.
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